sexta-feira, 26 de junho de 2009

Meus reis

Na minha família, todos gostamos muito de música. Todos. No almoço de domingo na casa da minha mãe, tem música, nas noites de pizza, tem música, no dia-a-dia, você chega na casa da minha mãe e já ouve música.

Aqui em casa, tem aparelho de som no nosso quarto, no da filha, no da enteada, na sala e na cozinha – este sempre ligado. Além dos sons nos carros e dos Ipods, que nos acompanham pela rua.

O principal incentivador do meu gosto por música, foi meu pai, assim como o gosto por cinema. Meu pai é uma pessoa simples, foi metalúrgico a vida inteira, mas sempre foi um entusiasta da cultura. E quando eu era criança, a trilha sonora obrigatória nos finais de semana, nas festinhas, era Elvis Presley, Michael Jackson (ou Jacksons Five), Roberto Carlos contando o que fazia nas curvas da estrada de Santos e Wilson Simonal avisando que era dia de sopa. Era isso o que ouvíamos na vitrolinha, porque mesmo sendo criança, não me lembro de músicas infantis, não.

Bem, um pouco antes de completar nove anos, no dia 16 de agosto de 1977, eu estava de bobeira em frente à TV, esperando minha mãe terminar o jantar, quando o Sérgio Chapelin veio dar as notícias que seriam destaque no JN e a principal delas era: Elvis estava morto! Corri pra avisar meu pai, que estava no banho e que saiu esbaforido pra confirmar se a notícia era verdadeira. E era. Até hoje me lembro da fila interminável de carros chegando a Memphis pra dar adeus ao Rei, ao meu Rei, ao Rei da nossa família.

O tempo se passou e eu nunca deixei de ouvir Elvis, mas na década de 80, início da adolescência, eu suspirava por aquele negro lindo, magérrimo, de voz fantástica e swing sem igual. Eu e minhas amigas da escola, queríamos nos casar com Michael Jackson! Thriller era o vinil mais tocado em casa e as coreografias imitadas à exaustão em frente à TV, quando passava um clip (lembrem-se naquela época não tinha MTV).

O tempo se passou, como sempre passa, meus ídolos agora eram mais rebeldes, vestiam couro e jeans rasgados e atendiam pelo nome de Ramones, meus cabelos foram pintados de roxo, meu guarda-roupa era preto e eu usava coturnos. Mas nunca, nunca deixei de ouvir Elvis e Michael.

Ontem, por volta das 20h, eu estava tomando banho, quando a estória se repetiu, minha filha, bate na porta, gritando: “mãe, o Michael Jackson morreu!” Eu achei que fosse mais uma brincadeira de mau gosto em torno da pessoa, mas sabe como é, saí rapidinho e liguei a TV na Globonews, onde ainda não se confirmava a morte dele, mas sim sua internação devido à uma parada cardiorespiratória. Fiquei ali parada, mas já sabia que era verdade, que ele estava morto. E foi assim que eu soube que mais um rei tinha ido embora da minha vida. Liguei pro meu pai, que estava incrédulo. É, como disse minha mãe: “pra morrer, basta estar vivo!”

Meus outros ídolos também já morreram: Renato Russo, Cazuza, Tom Jobim e do Ramones, só resta um vivo. David Bowie, te cuida aí, querido!

11 comentários:

Ozenilda Amorim disse...

Assunto do dia, que pena que é um acontecimento tão trista, não é mesmo?
:|

Maura disse...

Oi!
Passei para desejar um bom final de semana!
Maura
(http://coisasdamaura.blogspot.com)

Isabel Cristina disse...

OI Cláudia, eu adorei seu post, retrata também o que vivi. Estava perto dos meus pais quando anunciaram a morte do Elvis, lembro da minha mãe falando: " Morreu o homem mais bonito do mundo!" Eu vi todos os filmes do Elvis na sessão da tarde, aqueles filmes bobinhos, em que ele sempre se dava bem com as garotas! Na adolescência, apaixonei-me pelo Michael, adorava sua voz, suas músicas, e principalmente seus passos de dança, eu adorava dançar. Lembra da moda que ele lançou entres os jovens? Calça preta " pula brejo" e meia branca com sapatilha preta. E a luvinha em uma mão só? Quando saiu o LP Trilher, foi um sucesso e uma loucura geral, todo mundo queria dançar igual Michael. Enfim, depois veio a vida atribulada, a mudança de cor, as operaçõs plástica (que ele nega que fez!), os escândalos envolvendo crianças... tudo muito triste. Mas acredito que ele será para sempre lembrado pelo seu grande talento musical. Como ele nunca teve igual. Beijos

Chris disse...

Nossa Claudia, eu ate chorei viu!? Nao sei, se hoje eu to sensivel demais...nao sei, mas ate vendo os clipes do Michael hj eu to chorando.
Com certeza os grandes ficarao para sempre marcados na historia. E sem duvida, Michael esta eterno na musica.
Renato, Tom, Raul seixas tbm foram grandes!
David Bowie realmente e otimo tbm!

bjus e bom fds!

RaSena disse...

olá, Claudia!
também, viví tudo isso, com um pouco de antecedência em relação a tí (afinal sou bem mais velha - hehe)...
abraços

Sheila disse...

Todo mundo está triste...

Tháta disse...

Oi Cláudia! Uma tristeza mesmo... Adorei seu post... eu ainda choro quando vejo especiais do Renato, do Cazuza ou do John Lennon...

Ah, aproveito pra deizer que o meu blog (Miss Senhorita) mudou de endereço! O conteúdo é o mesmo, só mudou o endereço mesmo! ^_^
Passa lá!
Muito obrigada!
Beijão!

http://miss-senhorita.blogspot.com/

Lidiane Vasconcelos disse...

Lamento que esteja triste pela morte do Michael. :(
Mas, é a vida! Também não queria que ele tivesse morrido, achei tão prematuro...

Ééééé, Claudia! Nem precisa perguntar se o recesso foi bom. :D
Obrigada por sua receptividade.
Beijos!

disse...

Eu fiquei olhando pra tv, parada, sem conseguir acreditar. Aí fui pro computador e como vc, eu tb senti que era verdade, apesar de não estar confirmado ainda.

Nem sei o que dizer ainda, parece meio mentira sabe rs.

QUERO SER ORGANIZADA disse...

Estava olhando uns posts antigos do seu blog... vc ainda naum mostrou o banheiro pronto, né?!?!?!
fiquei curiosa!!! :D

Beijos

Lidiane Vasconcelos disse...

E não é, Claudia?
Não custa nada doar. Se a pessoa não vai usar mesmo...
Muito melhor para todos, para quem doa e para quem se beneficia da doação de alguma forma. ;)

Beijos