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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sob o sol da Toscana

Assim como a Provence, a Toscana é uma região que me atrai muito, morro de vontade de conhecê-la, pois além de linda, é a terra do meu avô materno.

Filmes como Sob o Sol da Toscana e Cartas para Julieta se passam lá e são um deleite para os olhos. Já assistiu Sob o Sol da Toscana?

É um filme com a Diane Lane, que conta a estória de um mulher, que após a separação ganha uma viagem de presente para a Toscana e de lá resolve não voltar, compra uma casa "caindo aos pedaços", comanda a reforma, se apaixona por um italiano e acaba vivendo feliz para sempre. É um filme médio, mas as imagens da casa, dos lugares, a rusticidade do lugar, as comidas, são simplesmente encantadores.



Daí um dia, descobri que o filme foi baseado numa história real, contada no livro do mesmo nome, pela escritora norte-americana, Frances Mayes. Ela se separou sim, mas diferentemente do filme, viajou com o novo marido para a Toscana, se encantaram pelo lugar e resolveram comprar uma casa lá.

Compraram Bramasole (é a casa tem nome), que fica num terreno com plantações de oliveiras e que é margeado por uma muralha etrusca(!!) do século 8 a.C. O livro conta a saga do casal para reformar a casa, se acostumar com os hábitos italianos, com a comida (ó que sacrifício!), enfim, um livro para ser devorado, pois tem até receitinhas. Enquanto eu lia, sentia o cheirinho de manjericão, sálvia, azeite, hummm.

E a história não pára por aí, o livro tem uma continuação, Bella Toscana, que comecei a ler agora, mas estou adorando. Recomendo os dois! E você, assistiu ao filme? Leu o livro? Gostou?

Ah, paguei 18 reais em cada livro, na Nobel.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cores de Almodovar

Eu adoro cinema. É uma das minhas diversões favoritas, mas gosto de filme bom, com boa direção, bons atores, boa fotografia, afinal cinema é caro e não vou gastar meu rico dinheirinho com bobagem (já não chegam as panelas do post anterior.rss).

Um dos meus diretores favoritos é o espanhol Pedro Almodovar. O primeiro filme dele que assisti foi "Mulheres à beira de um ataque de nervos" há mais de 20 anos e não parei mais. Gosto especialmente de Volver e Má Educação, mas acho todos muito bons.

Só aque além de observas toda a qualidade cinematográfica dos filmes, fico de olho também nos cenários. Todas as casas de Almodovar, tem um toque kitsch, cafona, coloridésimo, às vezes divertido, às vezes dramático, mas que nunca passa despercebido.

Como uma pessoa que adora cor, fico encantada com as produções. Obviamente não reproduziria a decoração tal e qual nos filmes por conta dos exageros, mas acho que dá pra aproveitar algumas ideias e combinações. Selecionei algumas imagens bacanas:

Tudo Sobre Minha Mãe (olha só o papel de parede com estampa retrô):



Tudo Sobre Minha Mãe (adorei esta cozinha - minha mãe teve armários azuis destes):


Abraços Partidos (acho que este é o ambiente mais discreto, mesmo assim a mistura de estampas do sofá com os quadros não deixa dúvidas de que é uma casa almodovariana):


Kika (vermelho e vinil, precisa falar mais alguma coisa?):


Fale com Ela (o papel de parede, as luminárias, a mistura do verde, azul e laranja, os vasos brancos sobre a mesa):


De Saltos Altos (o que é este sofá, estas almofadas, este papel de parede?) :


Ata-Me (adorei a mistura dos tons pastéis):


Abraços Partidos (amei o tom do amarelo, o vermelho, a cozinha e a Penelope com cara de Audrey!):


Volver (a cena da festa - é festa, gente, então pode misturar tudo ao mesmo tempo agora):


E você, o que acha de Almodovar? Dos filmes e da decoração? Tem medo de usar cor?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Julia e Julie: Muito barulho por muito pouco



Eu e o Pedro fomos assistir Julia e Julie ontem à noite. Eu estava bem ansiosa, já que o filme está super bem comentado nos blogs, muita gente falando bem, que virou fã da estória, que comprou o livro etc e eu saí do cinema meio decepcionada. Achei bem fraquinho e até meio cansativo.

A Meryl Streep, é claro, está ótima, mas já vi atuações dela bem superiores a esta. Às vezes, ela parece meio exagerada, sei lá, marido chegou a dizer que ela parecia estar bêbada. rs

O fato é que a estória da Julia Child é muito interessante e o filme se torna imensamente superior quando mostra a sua vida, já a Julie é meio sem sal, sem graça, uma pessoa comum, que resolve criar um blog porque está insatisfeita com a vida, mas também porque a amiga bem-sucedida tem um blog que faz sucesso. Sim, achei bacana que ela criasse um blog com um propósito – reproduzir mais de 500 receitas da Julia Child em 365 dias, mas é isso, não empolga, não anima e como foi muito incensado pelos blogs, achei que o blog teria mais espaço no filme, mas ela não interage com os leitores, é estranho – a única coisa que fica visível sobre quem visita o blog é que ela recebe em casa presentinhos/comida dos leitores e um amigo dela sugere que ela coloque o PayPal no site pra receber dinheiro, o que é recusado por Julie, ainda bem, era só o que faltava, né?

Bem, é isso – a Julia Child teve uma vida muito interessante e que realmente dá um filme, mas que se perdeu neste que, por exemplo, não fala nada sobre o programa de TV dela, só aparece uma ou duas cenas, mas sem entrar em detalhes sobre como começou, o que foi etc.

Ah, o filme mostra também que a Julia Child não aprovou a idéia do blog e não quis conhecer Julie, que então sofre, porque achava que com o blog teria a aprovação da Julia, uma coisa meio infantil, sabe?

Bem, é isso, eu tinha colocado o livro na minha listinha, mas já tirei, imagino que não valha a pena gastar meu rico dinheirinho com um livro escrito pela Julie Powell, já que ela me pareceu tão insossa no filme.

Tá, não é o fim, vale como diversão, mas é só, acho que alguns blogs erraram a mão no marketing, viu? Sei que a distribuidora do filme convidou blogueiras para assistí-lo em primeira mão e achei bacana a iniciativa, mas na minha modestíssima opinião, o filme não é tudo isso que estão dizendo, não.